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PF prende Nelma Kodama, ex-namorada de Alberto Youssef e 1ª delatora da Lava Jato.

Os agentes cumprem mandados em 5 Estados brasileiros - Rondônia, Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Pernambuco - e em Portugal.

Por @PrArnaldoBR - MTB0171/RO em 20/04/2022 às 10:50:00
Imagem da internet

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Nesta terça-feira (19), a doleira Nelma Kodama, ex-namorada do doleiro Alberto Youssef, foi presa pela Polícia Federal (PF) em um hotel de luxo de Portugal. Ela foi a 1ª delatora da Lava Jato e foi condenada a 18 anos de prisão em 2014.

Nelma foi detida no âmbito da Operação Descobrimento, deflagrada para combater o tráfico internacional de drogas. Os agentes cumprem mandados em 5 Estados brasileiros – Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia, Pernambuco – e em Portugal.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador para abastecimento.

Após inspeção, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave.

A PF identificou a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países. O grupo era composto por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares, transportadores e doleiros, encarregados da movimentação financeira.

Nelma foi acusada de atuar em parceria com Youssef em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 10 bilhões em valores da época. Depois de cumprir 5 anos de pena por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa — entre o regime fechado e domiciliar —, ela se livrou em 2019 da tornozeleira eletrônica que usou por 3 anos.

Endividada, a doleira chegou a montar um bazar de peças das grifes mais caras do mundo, quando devia à Justiça mais de R$ 100 milhões em multas pelos crimes de sonegação fiscal, em reparação de danos apurados pela Lava-Jato e impostos retroativos.

Nos tempos de milionária, ela movimentava em um único mês cerca de US$ 200 milhões sem documentação.

Nelma foi presa em 2014 no âmbito da Lava Jato com 200 mil euros na calcinha, quando tentava embarcar no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo (SP).

A doleira teve extinta sua pena de 15 anos de prisão decretada na Operação Lava Jato, graças ao indulto natalino concedido no final de 2017 pelo ex-presidente Michel Temer.



Fonte: GazetaBrasil

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