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VÍDEO: Vereador é condenado à prisão por chamar outro vereador que nasceu do sexo masculino de HOMEM.

"URGENTE E HISTORICO! Vereador bolsonarista, Douglas Gomes, aqui de Niterói, é o primeiro parlamentar condenado pelo CRIME de TRANSFOBIA no Brasil.

Por #ArnaldoBR - MTB0171/RO em 01/07/2022 às 10:29:47
Imagem da internet

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A justiça condenou o vereador Douglas Gomes (PTC-RJ), apoiador de Jair Bolsonaro (PL) em Niterói, no Rio, à prisão por 1 ano e 7 meses pelo crime de transfobia contra Benny Briolly (PSOL), quinta mais votada para a Câmara do município fluminense na eleição de 2020. A decisão foi anunciada pela vereadora nas redes.

"URGENTE E HISTÓRICO! Vereador bolsonarista, @verdouglasgomes, aqui de Niterói, é o primeiro parlamentar condenado pelo CRIME de TRANSFOBIA no Brasil, por uma ação movida POR MINHA MANDATA. O criminoso recebeu ontem, no dia do orgulho LGBTQIAP+, 1 ano e 7 meses de PRISÃO", comemorou Benny, emendando que "até que todo mundo saiba que travesti não é bagunça".

https://twitter.com/BennyBriolly/status/1542178852495032320

O vereador Douglas Gomes (PL-RJ), de Niterói, foi condenado à prisão por chamar de homem Benny Briolly (Psol-RJ), parlamentar trans que nasceu do sexo masculino. Ambos atuam na Câmara Municipal da cidade fluminense.

Na decisão, a juíza Cláudia Monteiro Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Niterói, argumentou que Gomes "usou o gênero masculino para se referir à vereadora como forma de desrespeitar sua identidade de gênero na internet".

Conforme a magistrada, Gomes feriu a "intimidade e honra subjetiva" de Benny com posts nas redes sociais, entre eles, o seguinte: "Terá de aturar, garotão! Direitos Humanos para todos, preferencialmente para humanos direitos.

Em outro trecho da sentença, a juíza cita um post do vereador em que ele põe uma foto de Benny e interpela se "é homem ou mulher". A magistrada reconhece não haver xingamento, "mas, ao se referir a ela reiteradamente no gênero masculino, torna clara sua intenção de atingir sua dignidade".

Apesar da condenação de um ano e sete meses proferida na quarta-feira 29, Gomes não ficará preso. A lei determina que ele tem de prestar serviços à comunidade durante cinco horas semanais e fornecer uma cesta básica no valor de um salário mínimo a uma instituição de caridade a ser escolhida pela Justiça.

Vereador se defende

Em uma live, Gomes comentou o caso: "É um ativismo judicial e a nossa posição é que a verdade tem que ser dita acima de tudo". "Quando somos obrigados a falar que algo é algo sem ser, na verdade, isso vai gerar um problema para gente no presente e futuro", disse Gomes, que pode recorrer.


E desabafa no Tweet:


https://twitter.com/verdouglasgomes/status/1542833175126237184

Comentado em vídeo por: @frutuozo_allan


Fonte: RevistaOeste

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